PRINCIPAIS RUAS COMERCIAIS

 
 

Rua Coripheu de Azevedo Marques 

 * 20/05/1907

29/08/1965

 
Jornalista brasileiro e importante militante e dirigente do Partido Comunista Brasileiro (PCB) nos meados de 1930.
Desenvolveu uma carreira de radialista no Grande Jornal Falado Tupi , Diarios Associados e na Rádio Difusora .
Nos últimos anos de sua carreira, ganhou respeito  em todo Brasil por seu envolvimento municipalista e, principalmente pelos comentários profundos e abalizados que fazia no Grande Jornal Falado Tupi e no Matutino Tupi .
Seus comentários eram perspicazes , curtos e ao mesmo tempo, profundos , todos feitos de improviso.
 

Rua Américo Giacominni

 
 
 

Rua Victor Costa 

  • Victor Costa era diretor da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, principal emissora de rádio do país e de propriedade do Governo Federal. Ele, que começou como ponto, depois foi radioator, cresceu rapidamente no rádio (sua maior paixão). Em 1953, ele vem a São Paulo na tentativa de criar um negócio. É quando ele adquire a Rádio Excelsior de Paulo Machado de Carvalho, dono da Rádio Record e fundador nesse ano da Rede Record e monta a Rádio Nacional de São Paulo (sem vínculos com a do Rio). Adquiriu também a Rádio Cultura. E aos poucos começou a comprar diversas emissoras de rádio pelo país. Onde os outros viam a dificuldade de manter uma estação, Victor Costa enxergava oportunidades e negócios pertinentes na área. Era o grande profissional. Foi ainda em 1953 que fundou a OVC (Organização Victor Costa), que estabeleceu uma ordem para consolidação e construção do grupo.

  • Com seus diversos contatos, Victor Costa trouxe do Rio de Janeiro os principais nomes da Rádio Nacional. As "cantoras do rádio", orquestras, os humoristas da PRK-30, entre outros. Começou a fazer transmissões em "pool" entre as rádios.

    Em 1954 começou a negociar com o deputado Ortiz Monteiro a compra da TV Paulista, canal 5. Um ano depois comprou a emissora. O canal, que estava com pouquíssimos recursos era prejudicado pela ascensão e a estrutura da TV Tupi e TV Record. Com a chegada da OVC, a TV Paulista se transformou. E criou programas de sucesso como "Teledrama Três Leões" e "Hit Parade". E com o tempo, a OVC passou a criar novas emissoras de TV, como a TV Santos, a TV Bauru e uma emissora em Recife. A OVC chegou a obter uma concessão para ter outro canal em São Paulo, o 9, que no entanto foi vendida, antes mesmo da emissora ser inaugurada, para um grupo de empresários que mantiveram o nome escolhido pelos donos originais da concessão (TV Excelsior).

    Em 22 de dezembro de 1959, faleceu Victor Costa. Sua esposa e um enteado começaram a gerir os negócios da OVC. A emissora começou a ser sucateada, com o intuito de venda. E foi assim que em 1966 Roberto Marinho adquiriu toda a OVC, inclusive as rádios, criando a Rede Globo juntamente com sua emissora, a TV Globo (canal 4 do Rio de Janeiro). A TV Paulista se transformaria em TV Globo São Paulo, a Rádio Nacional em Rádio Globo São Paulo em 1977, a Rádio Excelsior manteria o nome, transformando-se em emissora de notícias em 1991, com o "nome fantasia" CBN. A OVC teve uma passagem meteórica, que deixou sua marca na história da radiodifusão nacional.

  •  
  • Rua VICENTE PAIVA

  • Vicente Paiva Ribeiro (São Paulo, 18 de abril de 1908Rio de Janeiro, 18 de fevereiro de 1964), ou simplesmente Vicente Paiva, foi um pianista, cantor, compositor, arranjador e maestro brasileiro.

    É de sua autoria aquela que é talvez a mais famosa marchinha dos carnavais brasileiros: "Mamãe Eu Quero[1].

    Era pai da vedete Dayse Paiva.

    Vicente Paiva (Vicente Paiva Ribeiro), compositor e arranjador nasceu em São Paulo SP em 18/4/1908 e faleceu no Rio de Janeiro RJ em 18/2/1964. Começou a carreira como pianista em Santos SP em 1926, seguindo depois para o Rio de Janeiro, onde tocou inicialmente na orquestra de Simon Bountman.

    Estreou como cantor em 1929, gravando os sambas Beijar não é pecado (Oscar Cardona), na Victor, e Mulher (Pascoal Barros), e o samba-canção Machuca (Donga e De Chocolat), na Parlophon.

    Foi diretor musical do Cassino da Urca entre 1934 e 1945 - época em que foram encenados os primeiros grandes shows da noite carioca. Em 1935 compôs com Nelson Barbosa a famosa Marcha do Cordão da Bola Preta, conhecida na época como Segura a chupeta, relançada com letra modificada para o Carnaval de 1962, com gravação de Carmen Costa, na Victor.

    No Carnaval de 1937 fez grande sucesso com a marcha Mamãe eu quero gravada por seu parceiro Jararaca, na Odeon, uma das músicas carnavalescas mais conhecidas de todos os tempos. Dois anos depois, lançou o maxixe Vamos, Maria, vamos (com Jararaca), gravado pelo parceiro na Odeon.

    Em 1940 foram lançados o samba-canção Bahia, oi, Bahia (com Augusto Mesquita), gravado pelos Anjos do Inferno na Columbia; o samba-batuque Diz que tem... (com Aníbal Cruz), gravado por Carmen Miranda, na Odeon, com grande sucesso; e o samba Voltei pro morro (com Luiz Peixoto), lançado pela mesma cantora na Odeon, outro grande êxito.

    No ano seguinte, alcançou êxito o samba Disseram que voltei americanizada (com Luiz Peixoto), gravação de Carmen Miranda na Odeon. Em 1942 Léo Albano gravou, com a orquestra do autor, seu fox Tudo é Brasil (com Sá Róris), na Victor, e Heleninha Costa lançava, no ano seguinte, pela Columbia, o samba Exaltação à Bahia (com Chianca de Garcia).

    Foi diretor musical e regente da orquestra da Companhia de Revistas de Walter Pinto de 1945 a 1952, tendo também musicado outras peças de teatro de revista. Em 1945 Dircinha Batista gravou com grande sucesso o samba Calendário (com Chianca de Garcia), pela Continental, e quatro anos depois foi a vez dos sambas Nós dois (com Fernando Martins), gravado por Dircinha Batista, e Bahia de todos os santos (com Chianca de Garcia), gravado pelo conjunto Quatro Ases e Um Curinga, ambos na Odeon.

    Na década de 1950, sua orquestra de danças foi das mais solicitadas do Rio de Janeiro, principalmente no Carnaval, quando atuava em bailes tradicionais como o do Clube High-Life. De 1951 datam mais dois grandes sucessos seus, gravados por Dalva de Oliveira na Odeon: os sambas Ave Maria (com Jaime Redondo) e Olhos verdes. Dez anos mais tarde, a convite do governo da então República Federal da Alemanha, participou do Festival de Berlim.

     

  •  
  • Rua ZEQUINHA DE ABREU

  •  
     
     
    Zequinha de Abreu

    José Gomes de Abreu, mais conhecido como Zequinha de Abreu (Santa Rita do Passa Quatro, 19 de setembro de 1880São Paulo, 22 de janeiro de 1935) foi um músico, compositor e instrumentista brasileiro. Tocava flauta, clarinete e requinta. Um dos maiores compositores de choros, é autor do famoso choro "Tico-Tico no Fubá" que foi muito divulgado no Exterior nos anos 40 por Carmen Miranda.Abreu foi organizador e regente de orquestras e bandas no interior paulista.

     Biografia

    Zequinha de Abreu era o mais velho dos oito filhos do boticário José Alacrino Ramiro de Abreu e Justina Gomes Leitão. Sua mãe anseava para que ele seguisse a carreira de padre e o pai, desejava que se formasse em medicina. Mas aos seis anos de idade, ele já mostrava que tinha vocação para a música, tirando melodias da flauta. Ainda durante o curso primário organizou uma banda na escola, da qual ele mesmo era o regente. Com 10 anos, já tocava requinta, flauta e clarineta na banda e ensaiava suas primeiras composições.

    Zequinha estudou em Santa Rita do Passa Quatro e no Colégio São Luís de Itu. Em 1894 foi para o Seminário Episcopal de São Paulo, onde aprendeu harmonia. Aos 17 anos voltou para sua cidade natal e fundou sua própria orquestra visando se apresentar em saraus, bailes, aniversários, casamentos, serestas e em cinemas, acompanhando os filmes mudos. Nessa época, fez suas primeiras composições conhecidas, como "Flor da Estrada" e "Bafo de Onça".

    Aos 18 anos contraiu matrimônio com Durvalina Brasil, que tinha apenas 14 anos de idade. O casal morou por alguns meses no Distrito de Santa Cruz da Estrela, atual Jacerandi, próximo a Santa Rita. Cuidavam de uma farmácia e de uma classe de ensino primário. De volta à Santa Rita, Zequinha coordenou o trabalho da orquestra com os cargos de secretário da Câmara Municipal e de escrevente da Coletoria Estadual.

     Principais composições

    A Companhia Vera Cruz produziu o filme "Tico-Tico no Fubá", baseado em sua vida.

     

     

  •  
  • Rua ORESTES BARBOSA

  •  

     

     

     
     

    Orestes Barbosa (Rio de Janeiro, 7 de maio de 1893 — Rio de Janeiro, 15 de agosto de 1966) foi um jornalista, cronista e poeta brasileiro.

     

    •  

    Biografia

    Nascido na classe média, filho do major Caetano Lourenço da Silveira Barbosa e de Maria Angélica Bragança Dias Barbosa, por conta das agudas mudanças sociais e econômicas no final do século XIX tornou-se menino de rua durante o governo Rodrigues Alves.

    Foi nas calçadas, em cabeçalhos e manchetes de jornais, que aprendeu a ler. Iniciou sua carreira como revisor, em 1911, em O Mundo, de Lopes Trovão. Em 1912 transferiu-se para o Diário de Notícias, jornal em que Rui Barbosa era mentor político, onde estreou como repórter. Por causa de seu primeiro artigo, As Palhaçadas do Gabinete (2 de junho de 1912), foi impedido de entrar no Ministério da Guerra durante a presidência Hermes da Fonseca.

    Em 1914 esteve n' A Gazeta de Notícias sob a direção de João do Rio. Este e Lima Barreto foram suas mais nítidas influências. Para O Século, de Brício Filho, entrevistou, naquele ano, Dilermando de Assis, o homem que matou Euclides da Cunha. Em 1915, no mesmo vespertino, registrou sua conversa com João Cândido, herói da Revolta da Chibata, e traçou, ao cobrir a agitação das alunas da Escola Normal, o primeiro perfil biográfico de Cecília Meireles, aos 13 anos. Projetou-se em definitivo em A Folha, periódico fundado, em 1919, por Medeiros e Albuquerque em oposição ao governo Epitácio Pessoa. Preso, em 1921, por duas vezes, devido a processos de injúria, fez-se cronista dos encarcerados. Este tornou-se um de seus principais assuntos e deu-lhe o primeiro livro de prosa: Na Prisão, de 1922. No ano seguinte, 1923, publicou Ban-ban-ban!, sobre o mundo do crime e da malandragem. Nesta década de 1920, com estilo próprio de frases e parágrafos breves, pelas páginas de A Manhã, A Notícia e Crítica, fez-se o mais importante cronista da cidade do Rio de Janeiro.

     

     

    O leitor já visitou o Museu do Crime, na Polícia Central?

    Lá está uma caveira trespassada por um punhal.

    É o crânio de um marinheiro que foi apunhalado assim na Favela.

    Sem mutilar-lhe o crânio não se podia tirar o punhal.

    Para que mutilar?

    Foi sepultado assim.

    Fizeram anos depois, por ordem da polícia, a exumação do cadáver e o crânio,

    como um ex-libris futurista, lá está mostrando como a Favela no crime é original.

    (A Favela, em Ban-ban-ban!, trecho)

     

     

    Desenho de Correia Dias (1892-1935)

    Penumbra Sagrada, volume de estreia em versos, apareceu em 1917, com produções de uma escola poética surgida na esteira do simbolismo, o penumbrismo, como confirma seu título. "Uma estética de cores suaves, movimentação serena, atmosfera contemplativa". A este seguiu-se Água-marinha, em 1921, com poemas de mesmo estilo.

    Pela alvorada o Barco de Ouro, lento

    surgiu nas ondas verdes, num momento,

    para o meu sonho e para o sonho teu.

    Depois do Sol turvou-lhe o brilho intenso.

    O crepúsculo azul ficou mais denso,

    e o Barco de Ouro desapareceu...

    (O Barco de Ouro, em Água-marinha)

    Como poeta da canção, estreou em 1927, no teatro, ao escrever duas letras para Ouro de Moscou, revista sua e do jornalista Martins Reys, com música do maestro Francisco de Assis Pacheco: Coração de Carmim e Flor do Asfalto. Em 1930, Bangalô, cançoneta com melodia de Osvaldo Santiago, interpretada por Alvinho, integrante do Bando de Tangarás, inaugurou sua carreira em disco. Mas, somente após a Revolução de 24 de Outubro - com o empastelamento dos dois jornais em que colaborava, Crítica e A Notícia, e o fechamento do Conselho Municipal, seu emprego público -, atrás de ocupação e dinheiro, ele se encontrou definitivamente com a música popular.

    Deixou-me a flor do asfalto, abandonado,

    Nesta ansiedade louca do desejo,

    Que é o sequioso amor do viciado

    No veneno rubro e quente do seu beijo.

    Recordo: às seis da tarde, o aperitivo.

    Depois, jantar, cinema, a vida ao léu...

    À noite, ela dolente, eu emotivo,

    E um romance de amor no arranha-céu.

    (Flor do Asfalto, Orestes Barbosa-Jota Tomás, trecho)

    Na coluna Rádio, pelas páginas de A Hora, desde a fundação em 06/07/1933, promoveu intensa divulgação da música popular. Jurado do primeiro concurso de Escolas de Samba na Praça Onze, em 1932, entrevistou para a seção, além de Francisco Alves, Mário Reis e Noel Rosa, Cartola, líder da Estação Primeira de Mangueira, e Baiaco, do Estácio de Sá. Ainda em 1933, já em Avante!, entrevistaria Wilson Batista e outros sambistas. O livro Samba – sua História, seus Poetas, seus Músicos, seus Cantores – que inaugura, ao lado de Na Roda do Samba, de Francisco Guimarães, a historiografia do mais importante gênero musical brasileiro – nasceu das campanhas jornalísticas em A Hora e tem como epígrafe uma frase atribuída ao grego Ésquilo: "Eu e o tempo contra todos".

     

     

    Embora parceiro de muitos compositores, entre os quais Noel Rosa (Positivismo) e Custódio Mesquita (Flauta, Cavaquinho e Violão), em música criou suas melhores obras ao lado de Jota Tomás, Francisco Alves e Silvio Caldas. Com o primeiro, conheceu o primeiro sucesso com Flor do Asfalto (segunda deste título); com o segundo, entrou para o repertório seresteiro com Meu Companheiro, A Mulher que Ficou na Taça, Dona da Minha Vontade e Por Teu Amor. Sobre Chão de Estrelas, sua obra-prima, parceria com o terceiro, com quem compôs ainda Serenata, Arranha-céu e Suburbana, escreveu o poeta Manuel Bandeira:

    "Se se fizesse aqui um concurso, como fizeram na França, para apurar qual o verso mais bonito da nossa língua, talvez eu votasse naquele de Orestes em que ele diz: "Tu pisavas os astros distraída...". (Orestes, Jornal do Brasil, 18 de janeiro de 1956)

     

    O tema de Chão de Estrelas

    Seu biógrafo, Carlos Didier, define assim sua técnica em versos musicados:

    "Do ponto de vista estético, as canções de Orestes Barbosa incorporam as artes do poeta lírico e do cronista da cidade. São uma solução para o conflito entre o homem emocional e o combativo". "Do romantismo de Castro Alves, o estilo de Orestes Barbosa trouxe o gosto pela poesia do coração. Dos parnasianos, buscou o rigor formal: a rima obrigatória, a métrica de redondilhas e decassílabos e as estrofes regulares. Dos simbolistas, a inclinação de revelar aquilo que a alma tem de inconsciente. De suas próprias experiências como cronista da cidade e como repórter de polícia, o letrista herdou o interesse pelos costumes urbanos: o lirismo de suas canções se ambienta em cenários de cabarés, cassinos e apartamentos, em meio a anúncios luminosos, mantôs grenás e taças de champanhe. De Olavo Bilac, Orestes Barbosa possui, ainda, a sensualidade, marca mais forte do poeta da Via-Láctea".

    Tu tens no peito um cassino

    E eu, tão tristonho, imagino

    As noites do teu fulgor.

    No meio das luzes, louca,

    Servindo de boca em boca

    O vinho do teu amor!

    (Meu Erro, Orestes Barbosa-Silvio Caldas, trecho)

     

     Livros

     Canções

     Fontes

     Ligações externas

     

    • Penumbra Sagrada, Typographia Apollo, Rio, 1917
    • Água-Marinha, separata da Revista do Brasil, São Paulo, 1921
    • Na Prisão, Typ. Jornal do Commércio, Rio, 1922
    • Ban-ban-ban!, Benjamim Costallat e Miccolis, Rio, 1923
    • Portugal de Perto!, Jacyntho Ribeiro dos Santos, Rio, 1923
    • A Fêmea, Jacyntho Ribeiro dos Santos, Rio, 1924
    • O Português no Brasil, edição do autor, Rio, 1925
    • O Pato Preto, Brasil Contemporâneo, Rio, 1927
    • O Fantasma Dourado, Calvino Filho, Rio, 1933
    • Silva Jardim - Sua Vida de Idealista - Sua Morte na Cratera do Vulcão, em Avante 12-20/12/1933, p. 2
    • Samba - Sua História, Seus Poetas, Seus Músicos e Seus Cantores, Livraria Educadora, Rio, 1933
    • Não Se Compra Entrada na História, em parceria com Pandiá Pires, I. Amorim, Rio, 1938
    • Chão de Estrelas, J. Ozon Editor, Rio, 1965
    • Abandono, samba, Roberto Martins - Orestes Barbosa, 1946
    • A Abelha da Ironia, fox-trot, Francisco Alves - Orestes Barbosa, 1933
    • A Abelha e a Flor, valsa, Guilherme Pereira – Orestes Barbosa, 1932
    • Abigail, samba, Wilson Batista - Orestes Barbosa, 1947
    • Abolição, samba-canção, Wilson Batista - Orestes Barbosa, 1951
    • Adeus, canção, Francisco Alves - Orestes Barbosa, 1934
    • Adeus Mocidade!, samba, Francisco Alves - Orestes Barbosa, 1933
    • Altar de Lama, valsa, Vicente Celestino - Orestes Barbosa, 1946
    • Alvorada, valsa, Bonfiglio de Oliveira - Orestes Barbosa, 1932
    • Anéis de Fumaça, Orestes Barbosa, citada em Entre Outras Coisas..., crônica de Orestes Barbosa, Syntonia, 06/09/1934
    • Anoitecer no Sertão Mineiro, cateretê, João de Minas - Orestes Barbosa, 1933
    • Araruta, samba, Noel Rosa – Orestes Barbosa, 1932
    • Armarinho do Céu, Orestes Barbosa, letra sem música , em Chão de Estrelas, p. 113
    • Arranha-céu, valsa, Sílvio Caldas - Orestes Barbosa, 1937
    • Bailarina, Orestes Barbosa, letra sem música, em Chão de Estrelas, p. 155
    • Balão do Amor, marcha, Francisco Alves - Orestes Barbosa, 1934
    • Bica de Ouro, fox, I. Santiago, em Produções de Orestes Barbosa, manuscrito do poeta, 15/11/1934
    • Boneca, fox-canção, Guilherme Pereira - Orestes Barbosa, 1932
    • Boneca de Limousine, Orestes Barbosa – André Filho, em Produções de Orestes Barbosa, manuscrito do poeta, 15/11/1934
    • Brumas da Urca, tango-canção, Diva Pulino - Orestes Barbosa, inédita, 1931
    • Bungalow, (Bangalô), cançoneta ,Oswaldo Santiago - Orestes Barbosa, 1930
    • Cabelo Branco, samba, Wilson Batista - Orestes Barbosa, 1945
    • Caixa Econômica, samba, Antonio Nássara - Orestes Barbosa, 1933
    • Cama Turca I, 1934, fox, Orestes Barbosa - André Filho, em Produções de Orestes Barbosa, manuscrito do poeta, 15 de novembro de 1934
    • Cama Turca II, 1938, Rogério Guimarães - Orestes Barbosa, inédita, fonte: O Jornal , 19 de outubro de 1971: Orestes Censurado em 1938 Sai Agora, entrevista de Rogério Guimarães
    • Canário, samba, Orestes Barbosa - Ari Monteiro, 1945
    • Canaviais, samba, Herivelto Martins - Orestes Barbosa, 1948
    • Cansei de Sofrer, marcha, Custodio Mesquita - Orestes Barbosa, 1935
    • Carioca I, samba, Jota Thomaz - Orestes Barbosa, 1931
    • Carioca II, samba, Elton Medeiros – Orestes Barbosa; da peça Chão de Estrelas, de 1966, outra música para a mesma letra
    • Carnaval Triste, fox-canção, Jota Tomás - Orestes Barbosa, 1932
    • Carneirinho, Carneirão, Orestes Barbosa,atribuída ao poeta pela SBACEM
    • Champagne Valsa, valsa, letra de Orestes Barbosa, citada em Música da Cidade, crônica não assinada, Avante, 21/08/34, p. 3; provavelmente, versão de Champagne Waltz, de C. Conrad,B. Oakland e M. Drake
    • Chão de Estrelas, valsa-canção, 1935, Silvio Caldas - Orestes Barbosa, 1937
    • Cigarra, Orestes Barbosa, atribuída ao poeta pela SBACEM
    • Ciúme, valsa, Francisco Alves - Orestes Barbosa, 1933
    • Coração, Orestes Barbosa, letra sem música, em Chão de Estrelas, p. 125
    • Coração de Carmim, valsa, 1927, Francisco de Assis Pacheco - Orestes Barbosa, melodia desaparecida, Wanda Rooms canta na revista O Ouro Aparece..., de setembro de 1927; Assis Pacheco, provável parceiro, assinou a música da peça
    • Dei-te Meu Coração, fox-trot, Franz Lehár - Orestes Barbosa, versão de Dein Ist Mein Ganzes Herz, 1934
    • Destronado, outro título para No Morro de São Carlos
    • Diga-me Esta Noite, fox-trot, Mischa Spoliansky - Orestes Barbosa, versão de Tell me Tonight, 1933
    • Dona da Minha Vontade, valsa, Francisco Alves - Orestes Barbosa, 1933
    • Esperança Vã, 1932, letra de Orestes Barbosa, cujo direito patrimonial foi adquirido por Noel Rosa que assinou contrato com a Casa Edison, em 09/08/1932; em 22/07/1932, Augusto Calheiros autorizou valsa homônima, de sua autoria; talvez, a mesma composição
    • Favela dos Meus Amores, Orestes Barbosa, letra sem música, em Passeio Público, página 142; provavelmente, para filme homônimo de Humberto Mauro, de 1935
    • Felicidade, valsa, M. Pereira Franco - Orestes Barbosa, 1932
    • Flauta, Cavaquinho e Violão, samba-choro, Custodio Mesquita - Orestes Barbosa, 1945
    • Flor da Noite, 1934, valsa, Orestes Barbosa - André Filho, em Produções de Orestes Barbosa,manuscrito do poeta, 15/11/1934
    • Flor de Plumas, canção, Orestes Barbosa - Alberto Ribeiro, em Produções de Orestes Barbosa, manuscrito do poeta, 15/11/1934
    • Flor do Asfalto I, 1927, Francisco de Assis Pacheco - Orestes Barbosa, letra e música desaparecidas, Wanda Rooms, na revista O Ouro Aparece..., de setembro de 1927; Assis Pacheco, provável parceiro, assina a música da peça
    • Flor do Asfalto II, fox-samba, 1931, Jota Thomaz - Orestes Barbosa, 1931
    • Galgo Russo, fox-trot, Jota Thomaz - Orestes Barbosa, 1932
    • Gata Angorá, samba-canção, Orestes Barbosa, Custodio Mesquita e Américo Pastor, outro título: Único Móvel, No disco, somente Orestes Barbosa e Américo Pastor; atribuída a Custódio Mesquita por Romano, caricatura em Passeio Público, p. 145
    • Gato Escondido, marcha, Custodio Mesquita - Orestes Barbosa, 1934
    • Grades de Luz, outro título para A Última Serenata
    • Há Uma Forte Corrente Contra Você, marcha, Francisco Alves - Orestes Barbosa, 1933
    • Habeas-corpus, samba, Noel Rosa - Orestes Barbosa, 1933
    • Imagens, samba-canção, Valzinho - Orestes Barbosa, 1948
    • As Lavadeiras, marcha, Orestes Barbosa e Antônio Nássara, 1933
    • Lembrança, Orestes Barbosa, atribuída ao poeta pela SBACEM
    • Linda Mulher, samba, Erlúcio R. Godoy, Orlando L. Machado, Orestes Barbosa, 1934
    • Manchete de Estrelas I, samba, Benedito Lacerda - Orestes Barbosa, 1945
    • Manchete de Estrelas II, valsa, Elton Medeiros – Orestes Barbosa; da peça Chão de Estrelas,de Walmir Ayala e Elton Medeiros, 1966, outra música para a mesma letra
    • Maria Lucia, Orestes Barbosa, letra sem música, em Chão de Estrelas, p. 159
    • Maria Reina, Orestes Barbosa, atribuída ao poeta pela SBACEM
    • Meu Companheiro, canção, Francisco Alves - Orestes Barbosa, 1932
    • Meu Erro, valsa, Silvio Caldas - Orestes Barbosa, 1936
    • Meu Rosal, canção, Romualdo Peixoto (Nonô) - Orestes Barbosa, 1933
    • Meu São João, marcha, Antônio Nássara - Orestes Barbosa, 1935
    • Mineira, samba, Eduardo Souto - Orestes Barbosa, 1931
    • Mulher, Flor e Perfume, valsa, Hervê Cordovil – Orestes Barbosa, em Produções de Orestes Barbosa, manuscrito do poeta, 15/11/1934
    • A Mulher Que Ficou na Taça, valsa, Francisco Alves - Orestes Barbosa, 1933
    • Não Sei, modinha, Francisco Alves - Orestes Barbosa, 1934
    • Nega, Meu Bem, samba, Heitor dos Prazeres – Orestes Barbosa, no disco somente Heitor dos Prazeres, 1931, o poeta relaciona a obra em Produções de Orestes Barbosa, manuscrito de 15/11/1934
    • O Negro e o Café, samba, Ataulfo Alves - Orestes Barbosa, 1945
    • Nestas Noites de Amor, valsa, Custodio Mesquita - Orestes Barbosa, 1934
    • No Morro de Sao Carlos, samba, Hervê Cordovil - Orestes Barbosa, 1933
    • Noite Azul, Orestes Barbosa, atribuída ao poeta pela SBACEM
    • O Nome Dela Eu Nao Digo, valsa, Silvio Caldas - Orestes Barbosa, 1936
    • Óculos Escuros, samba-canção, 1948
    • Olga, canção, Romualdo Peixoto (Nonô) - Orestes Barbosa, 1933
    • Olhos Perdidos, fox-canção, Jota Thomaz - Orestes Barbosa, 1933
    • Opala, Orestes Barbosa, letra sem música, em Chão de Estrelas, p. 109
    • O Que o Teu Piano Revelou, 1934, fox-trot, Custodio Mesquita - Orestes Barbosa, letra pronta em 04/09/1933, coluna Rádio, em A Hora
    • Ouve Esta Canção, rumba, Francisco Alves - Orestes Barbosa, 1933
    • Palhaço do Luar, canção, Francisco Alves - Orestes Barbosa, 1934
    • Passarinhos, Orestes Barbosa, letra sem música, em Passeio Público, p. 133
    • Pensei Que Não, samba, Orestes Barbosa – Evaldo Ruy, em Produções de Orestes Barbosa, manuscrito do poeta, 15/11/1934
    • O Perfume e o Beijo, Orestes Barbosa, letra sem música, em Chão de Estrelas, p. 177
    • Poeta da Lua, samba, Orestes Barbosa – Antônio Nássara, em Produções de Orestes Barbosa, manuscrito do poeta, 15/11/1934
    • Por teu amor, valsa, Francisco Alves - Orestes Barbosa, 1934
    • Positivismo, samba, Noel Rosa - Orestes Barbosa, 1933
    • Professora de Saudade, marcha, Orestes Barbosa - André Filho, 1934
    • Quase Que Eu Disse, valsa, Sílvio Caldas - Orestes Barbosa, 1935
    • Romance, valsa, Francisco Alves, 1934
    • Romance de Carnaval, valsa, Jota Machado - Orestes Barbosa, 1932
    • Rosalina, samba, Jota Thomaz - Orestes Barbosa, 1931
    • Santa dos Meus Amores, valsa, Sílvio Caldas - Orestes Barbosa, 1934
    • A Saudade Não Quer, valsa, Esmerino Cardoso - Orestes Barbosa, 1933
    • Saudades do Arranha-céu, fox-canção, Jota Thomaz - Orestes Barbosa, 1933
    • Sem Você, samba, Sílvio Caldas - Orestes Barbosa, 1934
    • Serenata, valsa canção, Sílvio Caldas- Orestes Barbosa, 1934
    • Sergipana, fox-trot, Eduardo Souto - Orestes Barbosa, 1931
    • Serpentina de Papel, Orestes Barbosa, atribuída ao poeta pela SBACEM
    • Sobremesa de Amor, valsa, Hervê Cordovil – Orestes Barbosa, em Produções de Orestes Barbosa, manuscrito do poeta, 15/11/1934
    • Sol do Coração, fox-canção, Erol Saint Clair de Mattos - Orestes Barbosa, 1932
    • Soluços, 1934, valsa-canção, Orestes Barbosa - Silvio Caldas, 1934
    • Sônia, valsa , Jota Thomaz - Orestes Barbosa, 1932
    • Suburbana, valsa-canção, Sílvio Caldas - Orestes Barbosa, 1938
    • Suspiro, samba-canção, Noel Rosa - Orestes Barbosa, em Produções de Orestes Barbosa, manuscrito do poeta, 15/11/1934
    • Talvez, valsa, Hervê Cordovil – Orestes Barbosa, em Produções de Orestes Barbosa, manuscrito do poeta, 15/11/1934
    • Tens Razão, valsa, Newton Teixeira - Orestes Barbosa, 1937
    • Torturante Ironia, valsa, Sílvio Caldas - Orestes Barbosa; do filme Favela dos Meus Amores, de Humberto Mauro, 1935
    • Três Anos de Dor, samba, Germano Augusto - Orestes Barbosa, 1945
    • Três Anos Depois, outro título para Três Anos de Dor
    • Turca do Meu Brasil, valsa-canção, Sílvio Caldas - Orestes Barbosa, 1955
    • A Última Serenata, Orestes Barbosa, letra sem música, em Chão de Estrelas, p. 179
    • Unhas de Santa, samba, Ari Monteiro - Orestes Barbosa, 1945
    • A Única Rima, samba-canção, Sílvio Caldas - Orestes Barbosa, 1955
    • Único Móvel, outro título para Gata Angorá
    • Valsa do Amor, valsa, Roberto Martins - Orestes Barbosa, 1946
    • Vendedora de Flores, samba, Ary Machado - Orestes Barbosa, em disco e partitura, somente Ary Machado, letra atribuída a Orestes Barbosa por Antônio Nássara, 1936
    • Vendedora de Violetas, outro título para Vendedora de Flores
    • Verde e Amarelo, samba, Orestes Barbosa - Jota Thomaz, 1932
    • O Vestido de Lágrimas, 1934, valsa-canção, Sílvio Caldas - Orestes Barbosa, 1935
    • Vidro Vazio, canção, Romualdo Peixoto (Nonô) - Orestes Barbosa, 1933
    • Vinho Roxo, Orestes Barbosa, letra sem música, em Chão de Estrelas, p. 151
    • A Volta, canção, Sílvio Caldas - Orestes Barbosa, a parceria consta na relação de músicas da SADEMBRA, 1936
    • Orestes Barbosa, Repórter, Cronista e Poeta, de Carlos Didier, Agir, Rio, 2005
    • Passeio Público - o Chão de Estrelas de Orestes Barbosa, de Roberto Barbosa, Prefeitura do Rio de Janeiro, 1994
    • De Noel Rosa a Orestes Barbosa, a técnica da biografia, com Carlos Didier, 2007
  •  
  • Rua ERNESTO NAZARETH

  •  Biografia

    Ernesto Nazareth nasceu na casa Nº 9 da Rua do Bom Jardim (atualmente Rua Vidal de Negreiros), no antigo Morro do Nheco (hoje Morro do Pinto), na região do Porto do Rio de Janeiro. Era filho do despachante aduaneiro Vasco Lourenço da Silva Nazareth e de D. Carolina Augusta da Cunha Nazareth. Sua mãe foi quem lhe apresentou ao piano e lhe ministrou as primeiras noções do instrumento, mas após a sua morte, em 1874, Nazareth passou a receber lições de Eduardo Rodolpho de Andrade Madeira, amigo da família, e, mais tarde, lições de Charles Lucien Lambert, um afamado professor de piano de Nova Orleans, radicado no Rio de Janeiro e grande amigo de Louis Moreau Gottschalk.

    Aos 14 anos compôs sua primeira música, a polca-lundu "Você bem sabe", editada, no ano seguinte, pela famosa Casa Arthur Napoleão.

    Em 1879, escreveu a polca "Cruz, perigo!!". Em 1880, com 17 anos de idade fez sua primeira provável apresentação pública, no Club Mozart. No ano seguinte, compôs a polca "Não caio noutra!!!", seu primeiro grande sucesso, com diversas reedições. Em 1885, apresentou-se em concertos em diferentes clubes da corte. Em 1893, a Casa Vieira Machado lançou uma nova composição sua, o tango "Brejeiro", com o qual alcançou sucesso nacional e até mesmo internacional, sendo pulicada em Paris e nos EUA em 1914.

    Em 14 de julho de 1886, casou-se com Theodora Amália Leal de Meirelles, com quem teve quatro filhos: Eulina, Diniz, Maria de Lourdes e Ernestinho.

    Seu primeiro concerto como pianista realizou-se em 1898. No ano seguinte foi feita a primeira edição do tango "Turuna". Em 1902, teve sua primeira obra gravada, o tango brasileiro "Está Chumbado" pela Banda do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. Em 1904 sua composição "Brejeiro" foi gravada pelo cantor Mário Pinheiro com o título de "O sertanejo enamorado", com letra de Catulo da Paixão Cearense. Em 1908, começou a trabalhar como pianista na Casa Mozart. No ano seguinte, participou de recital realizado no Instituto Nacional de Música, interpretando a gavotta "Corbeille de fleurs" e o tango característico "Batuque".

    Em 1919, começou a trabalhar como pianista demonstrador da Casa Carlos Gomes à Rua Gonçalves Dias, de propriedade do também pianista e compositorEduardo Souto, com a função de executar músicas para serem vendidas. Na época, a maneira mais comum de se tomar conhecimento das as novidades musicais era através das casas de música e seus pianistas demonstradores. Não havia rádio, os discos eram raros, e o cinema, mudo. Em 1919, a Banda do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro gravou os tangos "Sarambeque" e "Menino de ouro" e a valsa "Henriette". E em 1920, Heitor Villa-Lobos dedicou a ele a peça "Choros nº 1", para violão.

    Intérprete constante de suas próprias composições, Nazareth apresentava-se como pianista em salas de cinema, bailes, reuniões e cerimônias sociais. De 1909 a1913, e de 1917 a 1918, trabalhou na sala de espera do antigo Cinema Odeon (anterior ao prédio moderno da Cinelândia), onde muitas personalidades ilustres iam àquele estabelecimento apenas para ouvi-lo. Foi em homenagem à famosa sala de exibições que Nazareth batizou sua composição mais famosa, o tango "Odeon". No mesmo Cine Odeon travou conhecimento, entre outros, com o pianista Arthur Rubinstein e com o compositor Darius Milhaud, que viveu no Brasil entre 1916 e1918 como secretário diplomático da missão francesa.

    "Seu jogo fluido, desconcertante e triste ajudou-me a compreender melhor a alma brasileira", declarou Milhaud sobre Ernesto Nazareth. Trechos de canções de Nazareth foram citadas por Milhaud em seu balé Le Boeuf sur le Toit (O Boi no Telhado) e a suíte "Saudades do Brasil".

    Em 1922 foi convidado pelo compositor Luciano Gallet a participar de um recital no Instituto Nacional de Música do Rio de Janeiro, onde executou seus tangos "Brejeiro", "Nenê", "Bambino" e "Turuna". Esta iniciativa encontrou resistência, tendo sido necessária a intervenção policial para garantir a realização do concerto.

    Em 1926, Nazareth embarcou para uma turnê no estado de São Paulo, que foi planejada inicialmente para durar 3 meses, mas acabou se prolongando por 11 meses, com concertos na Capital, Campinas, Sorocaba e Tatuí. Tinha então 63 anos, e foi a primeira vez que saiu do estado do Rio de Janeiro. Foi homenageado pela Cultura Artística de São Paulo e tocou no Conservatório Dramático e Musical de Campinas. Apresentou-se no Teatro Municipal de São Paulo, sendo precedido por uma conferência do escritos e musicólogo Mário de Andrade, sobre sua obra, na qual afirmou: "Por todos esses caracteres e excelências, a riqueza rítmica, a falta de vocalidade, a celularidade, o pianístico muito feita de execução difícil, a obra de Ernesto Nazaré se distancia da produção geral congênere. É mais artística do que a gente imagina pelo destino que teve, e deveria estar no repertório dos nossos recitalistas. Posso lhes garantir que não estou fazendo nenhuma afirmativa sentimental não. É a convicção desassombrada de quem desde muito observa a obra dele. Se alguma vez a prolixidade encomprida certos tangos, muitas das composições deste mestre de dança brasileira são criações magistrais, em que a força conceptica, a boniteza da invenção melódica, a qualidade expressiva, estão dignificadas por uma perfeição de forma e equilíbrio surpreendentes". Em 1927, Nazareth retornou ao Rio de Janeiro.

    Foi um dos primeiros artistas a tocar Rádio Sociedade (atual Rádio MEC do Rio de Janeiro). Em 1930, concluiu sua última composição, a valsa "Resignação". No mesmo ano, gravou ao piano a polca "Apanhei-te, cavaquinho" e os tango brasileiros "Escovado", "Turuna" e "Nenê" de sua autoria. Em 1932, apresentou um recital só com músicas de sua autoria em um concerto precedido por uma conferência de Gastão Penalva. Neste mesmo ano realizou uma turnê pelo sul do país.

    Vivia em uma casa no bairro de Ipanema desde 1917. Nos final dos anos 1920, seu problema de audição é agravado, sendo resultante de uma queda que sofreu na infância. Em 1932 é diagnosticado como portador de sífilis e em 1933 é internado na Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá.

    No dia 1 de fevereiro de 1934, Nazareth fugiu do manicômio. Seu corpo só foi encontrado três dias depois, em estado de decomposição, próximo a uma cachoeira. Foi sepultado no Cemitério de São Francisco Xavier, no Caju, mesma região da cidade onde nasceu.

    Deixou 211 peças completas para piano. E suas obras mais conhecidas são: "Apanhei-te, cavaquinho", "Ameno Resedá" (polcas), "Confidências", "Coração que sente", "Expansiva", "Turbilhão de beijos" (valsas), "Odeon", "Fon-fon", "Escorregando", "Brejeiro" "Bambino" (tangos brasileiros).

    Nota: No fim do século XIX e começo do XX, a palavra "choro" designava não um gênero, mas certos conjuntos musicais (compostos de flauta, cavaquinho e violôes) que animavam festas (forrobodós) tocando polcas, lundus, habaneras e mazurcas e outros gêneros estrangeiros de uma maneira sincopada. O tango Brasileiro foi criado pelos chorões como uma variante altamente sincopada da habanera, gênero cubano que também era chamado tango-habanera, e que na sua variante brasileira passou a ser chamado tango brasileiro. Na sua forma de música de dança passou a ser designado de maxixe, dança proibida ou mal vista na época de Nazareth. Dava-se o nome de "Tango Brasileiro" para se esconder a relação com o maxixe dessas composições. Alguns relatos afirmam também uma diferença com relação a harmonia, sendo a do Tango Brasileiro um pouco mais complexa do que de seu "irmão", o Maxixe.

    Fonte: Linha do tempo da vida de Ernesto Nazareth (https://www.ernestonazareth150anos.com.br/Events)

     

  •  
  • Rua AUGUSTO CALHEIROS

  •  
  • Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

    Augusto Calheiros

     

    Informação geral

    Apelido

    A Patativa do Norte

    Nascimento

    5 de junho de 1891

    Origem

    Maceió,  Alagoas

    País

    Brasil

    Data de morte

    11 de janeiro de 1956 (64 anos)

    Gênero(s)

    Valsa
    Seresta
    Sertanejo

    Período em atividade

    1930-1956

    Gravadora(s)

    Odeon
    Parlophon
    RCA Victor
    Todamérica

    Afiliação(ões)

    Turunas da Mauricéia

    Augusto Calheiros (Maceió, 5 de junho de 1891Rio de Janeiro, 11 de janeiro de 1956) foi um cantor e compositor brasileiro.

    Iniciou sua carreira artística no Recife em meados dos anos 1920. Em 1927, como integrante do grupo pernambucano Turunas da Mauricéia, tranferiu-se para o Rio de Janeiro. A estréia do grupo no Rio de Janeiro ocorreu no Teatro Lírico, em espetáculo patrocinado pelo jornal Correio da Manhã, onde Augusto Calheiros fez enorme sucesso por causa de sua voz afinada e estilo peculiar de interpretação.

     Maiores sucessos (ordem cronológica)

     

    • 1928 - Único Amor
    • 1928 - Na Praia
    • 1929 - Valsa da Saudade
    • 1929 - Saudades do Rio Grande
    • 1930 - Linda Cabocla
    • 1930 - Teus Olhos Castanhos
    • 1933 - Alma de Tupy
    • 1933 - Céu do Brasil
    • 1933 - Flor do Mato
    • 1934 - Mané Fogueteiro
    • 1934 - Fui à Bahia
    • 1935 - Falando ao Teu Retrato
    • 1936 - Flor do Sertão
    • 1937- Revivendo o Passado
    • 1937 - Foi da Bahia
    • 1938 - Como és Linda Sorrindo
    • 1938 - Única Ventura
    • 1939 - Minha Vida em Tuas Mãos
    • 1940 - Ave Maria
    • 1940 - Chuá Chuá
    • 1940 - Amar em Segredo
    • 1941 - Casa Desmoronada
    • 1945 - Bela
    • 1945 - Senhor da Floresta
    • 1945 - Caboclo Vingador
    • 1945 - Celia
    • 1946 - Meu Ranchinho
    • 1946 - Dúvida
    • 1947 - Fatal Desilusão
    • 1947 - Prelúdios de Sonata
    • 1947 - Vida de Caboclo
    • 1947 - Garoto da Rua
    • 1950 - Adeus Pilar
    • 1950 - Pisa no Chão Devagar
    • 1950 - Grande Mágoa
    • 1952 - Serenata Matuta
    • 1952 - Sonhando ao Mar
    • 1953 - Ave Maria
    • 1953 - Como És Linda Sorrindo
    • 1953 - Belezas do Sertão
    • 1953 - Cabocla Pureza
    • 1954 - Audiência Divina
    • 1954 - Meu Dilema
    • 1955 - Adda
  •  
  • Rua ILHA DAS FLORES

  •  
  • Rua HEITOR DOS PRAZERES

  • Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
     
    Heitor dos Prazeres
    Informação geral
    Apelido Mano Heitor
    Mestre Heitor dos Prazeres
    Nascimento 23 de setembro de 1898
    Local de nascimento Rio de Janeiro
    Brasil
    Data de morte 4 de outubro de 1966 (68 anos)
    Local de morte Rio de Janeiro
    Gênero(s) Samba, choro, marchinha
    Ocupação(ões) Cantor
    Instrumento(s) Cavaquinho, clarinete
    Período em atividade 19201966
    Outras ocupações compositor, pintor

    Heitor dos Prazeres (Rio de Janeiro, 23 de setembro de 1898 — Rio de Janeiro, 4 de outubro de 1966) foi um compositor, cantor e pintor autodidata brasileiro.

    Primeira Linha
    Composição de Heitor dos Prazeres. Gravação de 1930 por Benedito Lacerda e grupo Gente do Morro.

    Problemas para escutar este arquivo? Veja introdução à mídia.

    Heitor começou a trabalhar cedo, na oficina do pai, marceneiro. Dominava o clarinete e o cavaquinho, e seus sambas e marchinhas alcançaram projeção nacional. Um dos pioneiros do samba carioca, Heitor compôs seu maior sucesso, Pierrô Apaixonado, em parceria com Noel Rosa. Nos anos 20, Heitor dos Prazeres foi um dos fundadores da escola de samba que mais tarde chamou-se GRES Portela, primeira vencedora num concurso entre escolas em 1929, com sua composição Não Adianta Chorar. Heitor dos Prazeres adotou a pintura como hábito após a morte da esposa. Nas artes plásticas, Heitor dos Prazeres teve seu trabalho reconhecido no Brasil e no exterior, com obras presentes em numerosas exposições.

     Discografia

    • 1954 - Cosme e Damião/Iemanjá (Columbia)
    • 1955 - Pai Benedito/Santa Bárbara (Columbia)
    • 1955 - Vamos brincar no terreiro/Nego véio (Sinter)
    • 1957 - Heitor dos Prazeres e sua gente (Sinter)
    • 1957 - Nada de rock rock/Eta seu Mano! (Todamerica)

      Ligações externas

  •  
  • Rua JORACY DE CAMARGO

  • Biografia

    Quarto ocupante da Cadeira 32, eleito em 17 de agosto de 1967, na sucessão de Viriato Correia e recebido pelo Acadêmico Adonias Filho em 16 de outubro de 1967.

    Joracy Camargo (J. Schafflor C.), jornalista, cronista, professor e teatrólogo, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 18 de outubro de 1898, e faleceu na mesma cidade em 11 de março de 1973.

    Filho de João Drummond Camargo e de Julieta Schafflor Camargo, fez o curso primário na Escola Ramiz Galvão e o ginásio no Colégio Americano-Brasileiro e no Ginásio Federal. Graduou-se em ciências comerciais pelo Instituto Comercial do Rio de Janeiro. Iniciou a vida pública em 1916, como funcionário das Obras contra as Secas, com exercício no interior de Pernambuco. Regressou ao Rio no ano seguinte, exercendo outros cargos burocráticos, até 1930, quando passou a dedicar-se exclusivamente ao jornalismo. Ingressara em 1919 na redação de O Imparcial, do qual se afastou em 1920 para colaborar com João do Rio na fundação de A Pátria. Como redator desse jornal, passou a interessar-se pelas letras teatrais.

    Escreveu a primeira peça de sucesso movido por dificuldades financeiras e atendendo a um pedido da Empresa Pinto & Neves, do Teatro Recreio Dramático. Em colaboração com Pacheco Filho, escreveu uma revista intitulada Me leva, meu bem, representada no Teatro Recreio, em 1925, pela Companhia Margarida Max, com grande êxito. A revista Calma Brasil, surgida no ano seguinte, atingiu o mesmo sucesso. Em 1927 vieram as comédias De quem é a vez? e A menina dos olhos, com interpretação de Leopoldo Fróis, Dulcina de Morais, Plácido Ferreira e outros. Estava, assim, firmada a reputação de Joracy Camargo como autor teatral e como jornalista,  tendo sido convidado por Mário Rodrigues para participar da redação de A Manhã.

    Em 1931, escreveu a primeira comédia para o ator Procópio Ferreira, com o título O bobo do rei, considerada pela crítica como o início do teatro social no Brasil, e tal foi a sua repercussão que recebeu o prêmio de teatro da Academia Brasileira de Letras em 1932. Nesse ano escreveu a peça Deus lhe pague, representada pela primeira vez no Teatro Boa Vista, em São Paulo, no dia 30 de dezembro, pela Companhia Procópio Ferreira. Em 15 de junho de 1933 era representada no Teatro Cassino Beira-Mar, no Rio de Janeiro. O sucesso foi instantâneo, e todas as companhias brasileiras passaram a ter Deus lhe pague em seus repertórios. Vertida para o castelhano, por José Siciliano e Roberto Talice, foi representada em Buenos Aires, simultaneamente, em quatro teatros. Em 1936, foi incluída no repertório das companhias de todos os países latino-americanos. Na Universidade de Baltimore, nos Estados Unidos, a peça foi adotada como livro auxiliar para os estudantes de língua portuguesa, tendo sido então representada, pelos alunos, não só naquela instituição como na Academia Militar de West-Point. Em 1935 Procópio Ferreira alcançou grande sucesso com as representações da peça em Lisboa; em 1947 foi representada em Madri e em todo o interior da Espanha, em tradução do marquês Juán Inácio Luca de Tena. Essa peça foi vertida para muitos idiomas, inclusive o polonês, hebraico, iídiche e japonês, e constituiu, ainda, o maior sucesso de livraria da literatura teatral. Em vida do autor, alcançou, no Brasil, trinta edições, cinco em Portugal, três na Argentina, duas no Chile e nos Estados Unidos e uma em diversos outros países.

    Em 1941, organizou uma companhia de comédias, com a qual percorreu as principais cidades do país. Sempre lutou pela educação do povo. A imprensa e o teatro eram para ele os meios eficientes de comunicação, mas não ficou limitado a esses dois setores, para a efetivação de seus ideais. Prestou serviços de colaboração na Campanha de Educação de Adultos e realizou inquéritos para o Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos, do Ministério da Educação e Cultura, visitando, durante cinco anos consecutivos, todo o território nacional, proferindo conferências e palestras e realizando cursos intensivos de artes cênicas para amadores teatrais. Organizou o I Congresso Brasileiro de Teatro. Foi professor de Técnica Teatral no Curso de Especialização Teatral para Professores e de Estética no Conservatório Nacional de Teatro, do Ministério da Educação e Cultura, e professor de História do Teatro na Academia de Teatro da Fundação Brasileira de Teatro.

    Como delegado do Brasil, participou dos congressos internacionais de autores e compositores, realizados em diversos países, de 1935 a 1966. Em 1967, participou da Conferência Diplomática de Estocolmo para a revisão da Convenção de Berna para a Propriedade Intelectual.

    Foi presidente da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (SBAT), vice-presidente do Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura (IBECC), vice-presidente do Conselho Curador da Fundação Brasileira de Teatro, secretário-geral do Sindicato dos Compositores do Estado da Guanabara, presidente do Conselho Diretor do Serviço de Defesa do Direito Autoral; membro do Conselho Administrativo da Associação Brasileira de Imprensa, agraciado com a Ordem do Mérito Jornalístico e a do Mérito do Trabalho; membro efetivo da Associação Brasileira de Críticos Teatrais, da qual recebeu a Medalha de Ouro de Melhor Autor, e do Instituto Brasileiro de Teatro.

    É vasta a produção deixada por Joracy Camargo. Além de revistas teatrais, comédias e dramas, escreveu livros de literatura infantil, peças históricas para o rádio, os argumentos dos filmes A voz do carnaval (1933), Vinte e quatro horas de sonho (1941) e colaborou no roteiro de Vendaval maravilhoso, sobre a vida de Castro Alves (1950). Escreveu ainda as letras das canções "Favela", "Guacira" e do choro "Quem é".

     

  •  
  • PRAÇA DO POVO

  •  
  • Rua JOÃO PETRA DE BARROS

  • 23/6/1914 Rio de Janeiro, RJ
    11/1/1948 Rio de Janeiro, RJ

     
     

    Dados Artísticos

    Começou cantando, no início dos anos de 1930, no Programa Casé, na Rádio Philips. Em pouco tempo, conquistou fama por ter um timbre parecido com o de Francisco Alves, grande ídolo do rádio na época. Passou a ser chamado de "a voz de 18 quilates". Era figura constante em rodas de samba, juntamente com Noel Rosa, Luís Barbosa e Custódio Mesquita. Com eles e outros personagens de nossa música popular brasileira, entre os quais, Chico Alves, Paulo e Luís Barbosa, Benedito Lacerda, Lamartine Babo e outros, freqüentava o famoso Café da uma hora, situado no nº 476 da Rua São Francisco Xavier, zona norte do Rio de Janeiro.

    Em 1933, lançou seu primeiro disco, pela Odeon, interpretando o samba "Até amanhã", de Noel Rosa. Logo na estréia, alcançou grande sucesso no carnaval. No mesmo ano, com acompanhamento da Orquestra Copacabana gravou de Ismael Silva o samba "Seja o que Deus quiser"; de André Filho a marcha "Gente danada" e de Noel Rosa e Francisco Alves o samba "Nem com uma flor" e, com Luiz Barbosa lançou o samba "Seja breve", de Noel Rosa. Também na mesma época, fez sucesso com o fox canção "Cantor de rádio", de Custódio Mesquita e Paulo Roberto. Foi um dos principais artistas do elenco da Rádio Globo. Participou, ao lado de Carmen Miranda e Custódio Mesquita, de vários programas de rádio e de teatros. Participou do recital em benefício do Sindicato Brasileiro de Artistas de Rádio, que reuniu grandes nomes do rádio, em 1934.

    Seu maior sucesso foi "Feitiço da Vila", de Noel Rosa e Vadico, gravada em 1934, pela Odeon. No mesmo ano gravou de Custódio Mesquita a marcha "Lourinha", de Ismael Silva o samba "Não é tanto assim" e dois sambas de Ary Barroso: "Duro com duro" e "Sentinela alerta", o segundo, em dueto com Noel Rosa. Ainda no mesmo ano, fez sucesso com o fox trot "Ninon (Quando tu sorris)", versão de João de Barro para composição de B. Kaper e W. Jurman e com a valsa "Nestas noites de amor", de Custódio Mesquita e Orestes Barbosa. Foi o intérprete da primeira versão de "Pastorinhas", ainda com o título "Linda pequena", parceria de Noel Rosa e Braguinha, gravada pela Odeon em 1933 e lançada em 1935. Ainda em 1935, gravou com Aurora Miranda, a marcha "O tempo passa", de Custódio Mesquita e Paulo Orlando e o samba "De madrugada", de Vicente Paiva e Haroldo Barbosa.

    Em 1940 gravou a marcha "Olha ela" de Russo do Pandeiro e Peterpan e o samba "Em cima da hora", de Russo do Pandeiro e Valfrido Silva. No ano seguinte, lançou os sambas "Ai, ai, ai", de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira e "Mal-agradecida", de Ataulfo Alves e Jardel Noronha. Em 1942 fez sucesso com o fox "Mais um minuto apenas", de Newton Teixeira e Mário Lago. Em 1946 gravou seu último disco, interpretando de Pedro Caetano e Geraldo Costa o samba "Dorme meu amor" e o samba tango "Já sou feliz". Fez também sucesso com a canção "Última inspiração", de Peterpan, gravada pela RCA Victor, com a marcha "Professora de saudade", de André Filho e Prestes Barbosa, o samba "Foi no teu olhar", de André Filho e o fox "O que o teu piano revelar", de Custódio Mesquita e Orestes Barbosa. Ao longo de sua curta carreira, gravou 48 discos, com 94 músicas ao todo.

 

  • Algumas ruas deste Bairro

  • Viela Anavas

  •  
  • Rua Arapoema

  •  
  • Rua Cacilda Caçapava de Oliveira

  •  
  • Rua Campestre

  •  
  • Rua Carlos Spera

  • Carlos Spera nasceu em São Paulo, capital, em 15 de junho de 1929. Desde garoto queria ser repórter. Estava apenas com 20 anos quando começou a trabalhar no jornal “Hoje”. Ali ficou três anos. A seguir passou para o jornal “Hora”. Mais um ano e passou para os Diários Associados. Em 1953 ficou responsável pelo programa “Ronda dos Bairros”. Em 1954, já contratado pela Rádio Difusora de São Paulo, e começou a desenvolver intenso trabalho jornalístico. Investiu tanto no setor nacional como internacional. Esteve nos Estados Unidos, em toda a Europa e no Oriente Médio. Estava em Londres, quando na cerimônia fúnebre de Wiston Churchiel. Em 1961, quando Jânio Quadros, então presidente, renunciou, Carlos Spera ficou no microfone por 24 horas consecutivas. Em 1963, esteve nos Estados Unidos, para transmitir informações sobre o assassinato do Presidente Kennedy. Incansável, irreverente, era muito respeitado por todos a quem entrevistava. Todos o consideravam o maior repórter de seu tempo. Além de trabalhar na TV TUPI, foi também repórter da TV Cultura, que foi por muito tempo a caçula, dentre as Associadas. Ele foi importante na implantação da TV Cultura. Hoje ele dá nome à rua que contorna a sede da Fundação Padre Anchieta, que hoje congrega a TV Cultura, a Rádio Cultura AM e a Rádio Cultura FM. É um belo conjunto arquitetônico, que fica no bairro da Água Branca em São Paulo. Carlos Spera faleceu ainda muito jovem, com apenas 37 anos, em 11 de janeiro de 1966. Deixou a filha Sandra Spera, que se formou em Relações Públicas, na Fundação Cásper Líbero, na década de 70.


     
  •  
  • Rua Chiquinha Gonzaga

  • Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
     
    Chiquinha Gonzaga
    A jovem Francisca aos 18 anos de idade (1865).
    Informação geral
    Nome completo Francisca Edwiges Neves Gonzaga
    Nascimento 17 de outubro de 1847
    Origem Rio de Janeiro, RJ
    País Flag of Empire of Brazil (1847-1889).svg Brasil
    Data de morte 28 de fevereiro de 1935 (87 anos)
    Gênero(s) Choro, Polka, Samba, Tango brasileiro, Marcha, Valsa
    Instrumento(s) piano

    Francisca Edwiges Neves Gonzaga, mais conhecida como Chiquinha Gonzaga (Rio de Janeiro, 17 de outubro de 184728 de fevereiro de 1935) foi uma compositora, pianista e regente brasileira.

    Foi a primeira chorona, primeira pianista de choro, autora da primeira marcha carnavalesca ("Ô Abre Alas", 1899) e também a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil. No Passeio Público do Rio de Janeiro, há uma herma em sua homenagem, obra do escultor Honório Peçanha. Em maio de 2012 foi sancionada a Lei 12.624 que instituiu o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, a ser comemorado no dia de seu aniversário.[1]

     Biografia

    Era filha de José Basileu Gonzaga, general do Exército Imperial Brasileiro e de Rosa Maria Neves de Lima, uma negra muito humilde. Apesar de opiniões contrárias da família, casou-se após o nascimento da menina Francisca. Chiquinha Gonzaga foi educada numa família de pretensões aristocráticas (seu padrinho era Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias). Ela conviveu bastante com a rígida família do seu pai. Fez seus estudos normais com o Cônego Trindade, um dos melhores professores da época, e musicais com o Maestro Lobo, um fenômeno da música. Desde cedo, frequentava rodas de lundu, umbigada e outros ritmos oriundos da África, pois nesses encontros buscava sua identificação musical com os ritmos populares que vinham das rodas dos escravos.

    Inicia, aos 11 anos, sua carreira de compositora com uma música natalina, Canção dos Pastores. Aos 16 anos, por imposição da família do pai, casou-se com Jacinto Ribeiro do Amaral, oficial da Marinha Imperial brasileira e logo engravidou. Não suportando a reclusão do navio onde o marido servia, (já que ele passava mais tempo trabalhando no navio do que com ela) e as ordens dele para que não se envolvesse com a música, além das humilhações que sofria e o descaso dele com seu sonho, Chiquinha, após anos de casada separou-se, o que foi um escândalo na época.

    Leva consigo somente o filho mais velho, João Gualberto. O marido, no entanto não permitiu que Chiquinha cuidasse dos filhos mais novos: Sua outra filha, Maria do Patrocínio e do filho, o menino Hilário, ambos frutos daquele matrimônio. Ela lutou muito para ter os 3 filhos juntos, mas foi em vão. Sofreu muito com a separação obrigatória dos 2 filhos imposta pelo marido e pela sociedade preconceituosa daquela época, que impunha duras punições à mulher que se separava do marido.

     

    Chiquinha Gonzaga aos 78 anos

     

    Anos depois, em 1867, reencontrou seu grande amor do passado, um namorado de juventude, o engenheiro João Batista de Carvalho, com quem teve uma filha: Alice Maria. Viveu muitos anos com ele, mas Chiquinha não aceitava suas traições. Separa-se dele, e mais uma vez perde uma filha. João Batista não deixou que Chiquinha criasse Alice, ficando com a guarda da filha. Apesar disso tudo, Chiquinha foi muito presente na vida de todos os seus quatro filhos, mesmo só criando um deles. Ela sempre estava acompanhando a vida deles e tendo contacto.

    Ela, então, passa a viver como musicista independente, tocando piano em lojas de instrumentos musicais. Deu aulas de piano para sustentar o filho João Gualberto e mantê-lo junto de si, sofrendo preconceito por criar seu filho sozinha. Passando a dedicar-se inteiramente a música, onde obteve grande sucesso, sua carreira aumentou e ela ficou muito famosa, tornando-se também compositora de polcas, valsas, tangos e cançonetas. Antes, porém, uniu-se a um grupo de músicos de choro, que incluía ainda o compositor Joaquim Antônio da Silva Callado, apresentando-se em festas.

    Aos 52 anos, após muitas décadas sozinha, mas vivendo feliz com os filhos e a música, conheceu João Batista Fernandes Lage, um jovem cheio de vida e talentoso aprendiz de musicista, por quem se apaixonou. Ele também se apaixonou perdidamente por essa mulher madura que tinha muito a ensinar-lhe sobre música e sobre a vida. A diferença de idade era muito grande e causaria mais preconceito e sofrimento na vida de Chiquinha, caso alguém soubesse do namoro. Ela tinha 52 anos e João Batista, apenas 16. Temendo o preconceito, fingiu adotá-lo como filho, para viver o grande amor. Esta decisão foi tomada para evitar escândalos em respeito aos seus filhos e à relação de amor pura que mantinha com João Batista, da qual pouquíssimas pessoas na época entenderiam, além de afetar sua brilhante carreira. Por essa razão também, Chiquinha e João Batista Lage, ou Joãozinho, como carinhosamente o chamava, mudaram-se para Lisboa, em Portugal, e foram viver felizes morando juntos por alguns anos longe do falatório da gente do Rio de Janeiro. Os filhos de Chiquinha, no começo, não aceitaram o romance da mãe, mas depois viram com naturalidade. Fernandes Lage aprendeu muito com Chiquinha sobre a música e a vida. Eles retornaram ao Brasil sem levantar suspeita nenhuma de viverem como marido e mulher. Chiquinha nunca assumiu de fato seu romance, que só foi descoberto após a sua morte através de cartas e fotos do casal. Ela morreu ao lado de João Batista Lage, seu grande amigo, parceiro e fiel companheiro, seu grande amor, em 1935, quando começava o Carnaval.

     Carreira

    Atraente
    Choro "Atraente", de Chiquinha Gonzaga, gravação com Pixinguinha no saxofone e Benedito Lacerda na flauta

    Problemas para escutar este arquivo? Veja introdução à mídia.
    Cubanita
    Habanera "Cubanita", de Chiquinha Gonzaga, gravação de 1908 pelo Grupo Chiquinha Gonzaga.

    Problemas para escutar este arquivo? Veja introdução à mídia.
    Sultana
    Polca choro "Sultana", gravação de 1908 pelo Grupo Chiquinha Gonzaga.

    Problemas para escutar este arquivo? Veja introdução à mídia.
    Corta jaca (Gaúcho)
    Maxixe "Corta jaca (Gaúcho)", gravação de 1908 pelo Grupo Chiquinha Gonzaga.

    Problemas para escutar este arquivo? Veja introdução à mídia.
    Falena
    Valsa "Falena", gravação de 1913 pelo Grupo Chiquinha Gonzaga.

    Problemas para escutar este arquivo? Veja introdução à mídia.
    Plangente
    Valsa "Plangente", gravação de 1912 pelo Grupo Chiquinha Gonzaga.

    Problemas para escutar este arquivo? Veja introdução à mídia.
    Pudesse esta paixão
    "Pudesse esta paixão", gravação de 1912 pelo Grupo Chiquinha Gonzaga.

    Problemas para escutar este arquivo? Veja introdução à mídia.
    Te amo
    "Te amo", gravação de 1908 pelo Grupo Chiquinha Gonzaga.

    Problemas para escutar este arquivo? Veja introdução à mídia.

    A necessidade de adaptar o som do piano ao gosto popular valeu a glória de tornar-se a primeira compositora popular do Brasil. O sucesso começou em 1877, com a polca 'Atraente'. A partir da repercussão de sua primeira composição impressa, resolveu lançar-se no teatro de variedades e revista. Estreou compondo a trilha da opereta de costumes "A Corte na Roça", de 1885. Em 1911, estreia seu maior sucesso no teatro: a opereta Forrobodó, que chegou a 1500 apresentações seguidas após a estreia - até hoje o maior desempenho de uma peça deste gênero no Brasil. Em 1934, aos 87 anos, escreveu sua última composição, a partitura da peça "Maria". Foi criadora da célebre partitura da opereta Juriti, de Viriato Corrêa.

    Por volta de 1900 conhece a irreverente artista Nair de Tefé von Hoonholtz, a primeira caricaturista mulher do mundo, uma moça boêmia, embora de família nobre, da qual se torna grande amiga. Chiquinha viaja pela Europa entre 1902 e 1910, tornando-se especialmente conhecida em Portugal, onde escreve músicas para diversos autores. Logo após o seu retorno do continente europeu, sua amiga Nair de Tefé casa-se com o então presidente da República Hermes da Fonseca, tornando-se primeira-dama do Brasil.

    Chiquinha é convidada pela amiga para alguns saraus no Palácio do Catete, a então morada presidencial, mesmo sob a contrariedade notavelmente imposta pela família de Nair. Certa vez, em 1914, num recital de lançamento do Corta Jaca, no palácio presidencial, a própria primeira-dama do país, Nair de Tefé, acompanhou Chiquinha no violão, e empunhou o instrumento, tocando um maxixe composto pela maestrina. O que foi considerado um escândalo para a época. Foram feitas críticas ao governo e retumbantes comentários sobre os "escândalos" no palácio, pela promoção e divulgação de músicas cujas origens estavam nas danças vulgares, segundo a concepção da elite social aristocrática. Levar para o Palácio do Governo a música popular brasileira foi considerado, na época, uma quebra de protocolo, causando polêmica nas altas esferas da sociedade e entre políticos. Após o término do mandato presidencial, Hermes da Fonseca e Nair de Tefé mudaram-se para a França, onde permaneceram por um bom tempo. Em decorrência desse afastamento, Chiquinha e Nair acabam por perder contato.

    Chiquinha participou ativamente da campanha abolicionista, por conta da revolta que sentia por seus ancestrais maternos terem sido escravos e sofrido muito, e da proclamação da república do Brasil. Também foi a fundadora da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais. Ao todo, compôs músicas para 77 peças teatrais, tendo sido autora de cerca de duas mil composições em gêneros variados: valsas, polcas, tangos, lundus, maxixes, fados, quadrilhas, mazurcas, choros e serenatas.

     Representações na cultura

    Chiquinha Gonzaga já foi retratada como personagem no cinema e na televisão. Dirigida por Jayme Monjardim, na minissérie Chiquinha Gonzaga (1999), na TV Globo, foi interpretada por Regina Duarte e Gabriela Duarte. No cinema, foi interpretada por Bete Mendes, no filme "Brasília 18%" (2006), dirigido por Nelson Pereira dos Santos, e por Malu Galli, no filme O Xangô de Baker Sreet, baseado no livro homônimo de Jô Soares.

    A compositora também foi homenageada no carnaval carioca, no ano de 1985, com o enredo Abram alas que eu quero passar pela escola de samba Mangueira, que obteve a sétima colocação. E em 1997, com enredo Eu Sou Da Lira, Não Posso Negar... pela Imperatriz Leopoldinense. A atriz Rosamaria Murtinho, que vivia a artista no teatro, representou-a no desfile, a escola obteve a sexta colocação.

     Ver também

    Wikisource
    O Wikisource contém fontes primárias relacionadas com este artigo: Chiquinha Gonzaga
    Commons
    O Commons possui multimídias sobre Chiquinha Gonzaga

    Referências

    1. BRASIL. Lei 12.624 de 9 de maio de 2012. Página visitada em 13 de maio de 2012.

     Bibliografia

    • DINIZ, Edinha. Chiquinha Gonzaga: uma história de vida (11a. ed.). Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2005. 352p., il. ISBN 85-01-64713-6.
    • MUGNAINI Jr., Ayrton. A jovem Chiquinha Gonzaga. São Paulo: Nova Alexandria, 2005. ISBN 85-7492-100-9.
    • DINIZ, Edinha. Mestres da música no Brasil - Chiquinha Gonzaga (1ª ed.). São Paulo: Moderna, 2001.
    • LAZARONI DE MORAES, Dalva - "Chiquinha Gonzaga - Sofri, chorei. Tive muito amor". Rio de Janeiro, Editora Nova Fronteira, 1995.

     Ligações externas

  •  


     
  • Rua Dom Basílio
  •  
  •  
  •  
  •  
  • Viela Iemanjá

  •  
  • Rua Ilha das Flores

  •  
  •  

  •  
  • Rua Marcelo Tupinamba

  • Praça Orlando Silva

  •  
  •  
  • Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
     

    Orlando Silva
    Informação geral
    Nome completo Orlando Garcia da Silva
    Apelido O Cantor das Multidões
    Nascimento 3 de outubro de 1915
    Origem Rio de Janeiro, RJ
    País Brasil Brasil
    Data de morte 7 de agosto de 1978 (62 anos)
    Gênero(s) Samba, Valsa
    Extensão vocal tenor
    Período em atividade 1934 - 1977
    Gravadora(s) Columbia, RCA Victor, Odeon, Copacabana, Continental, Star, Carnaval, Mocambo

    Orlando Garcia da Silva (Rio de Janeiro, 3 de outubro de 1915 — Rio de Janeiro, 7 de agosto de 1978) foi um dos mais importantes cantores brasileiros da primeira metade do século XX.

    Orlando Silva nasceu na rua General Clarindo, hoje rua Augusta, no bairro do Engenho de Dentro. Seu pai, José Celestino da Silva, era violonista e participou com Pixinguinha de serenatas, peixadas e feijoadas. Orlando viveu por três anos neste ambiente, quando, então, seu pai faleceu vítima da gripe espanhola.

    Teve uma infância normal, sempre gostando muito de violão. Na adolescência já era fã de Carlos Galhardo e Francisco Alves, este último um dos responsáveis por seu sucesso. Seu primeiro emprego foi de estafeta da Western, com o salário de 3,50 cruzeiros por dia. Foi então para o comércio e trabalhou como sapateiro, vendedor de tecidos e roupas e trocador de ônibus. Quando desempenhava as funções de office boy, ao saltar de um bonde para entregar uma encomenda, sofreu um acidente, tendo um de seus pés parcialmente amputado, ficando um ano inativo, problema sério, já que sustentava a família.

    Foi Bororó, conforme o próprio relata no filme O cantor das multidões que o apresentou a Francisco Alves, que ouviu Orlando cantar no interior de seu carro, decidindo imediatamente lançá-lo em seu programa na rádio Cajuti. Nos seis ou sete anos seguintes, tornou-se um grande sucesso, considerado por muitos a mais bela voz do Brasil, contando inclusive com a estima do próprio presidente Getúlio Vargas. Atraía os fãs de tal forma que o locutor Oduvaldo Cozzi passou a apresentá-lo como "o cantor das multidões", conforme relata no filme com o mesmo nome.

     Principais sucessos

  •  
  • Rua Palmas de Monte Alto

  •  
  • Praça Papa Paulo VI


  • Praça do Povo

  •  
  • Praça Professor Renê de Oliveira Barbosa


  • Viela São Francisco

  •  
  • Del Vecchio

  • Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
     

    Ângelo Del Vecchio, natural de Riposto – Sicília, casou-se em 1900 com Carmela Messina recebendo como presente de núpcias uma viagem.

    Como tinha ela dois irmãos no Brasil, realizaram viagem para o país, precisamente para a cidade de São Paulo. Ao chegar, encantaram-se pela terra de modo que não retornaram a seu país de origem.

    Ângelo, que exercia em sua terra a profissão de "Luthier", ocupou-se de atividades neste segmento e devido ao sucesso obtido, em meados de 1902, abriu no Largo Riachuelo, fabrica e loja de instrumentos musicais. Após 18 anos, cansados dos infortúnios provocados pelas enchentes que constantemente assolavam o Largo Riachuelo, mudou-se para a Rua Aurora, onde, dotados de condições mais adequadas, aumentaram significativamente a produção. Em 1930 Ângelo Del Vecchio foi inventor de uma série de modelos de violões que foram patenteados, dentre os quais se destaca o "Violão Dinâmico" que até hoje é fabricado. Em meados dos anos 40 e 50, a empresa passou a ser dirigida por seus filhos e a denominar-se, então, "Irmãos Del Vecchio".

    Francisco Del Vecchio dedicou-se à parte administrativa, enquanto Salvador Del Vecchio ficou com a parte técnica de fabricação, este, por sua vez, criou novos sistemas e estruturas tais como os chamados "Timbre Vox", "Super Vox" e "Nylon Vox". Em 1968, com a inclusão de um neto, a firma passou, finalmente, a chamar-se Casa Del Vecchio e a terceira geração da empresa foi responsável por propagar a marca Del Vecchio por todo o território nacional e também internacionalmente.

    Nos anos 70, a Casa Del Vecchio estendeu seu atendimento abrangendo, então, outros setores musicais como: sopro, teclado, percussão, etc. Na gestão de Ângelo Del Vecchio, terceira geração a frete da empresa, decide ampliar os negócios mudando a fábrica para Lapa (próximo a ponte do Piqueri). Levando a marca a ser uma das mais importantes fabrica/distribuidora no ramo de instrumentos de corda do país. Em 2002 a Casa Del Vecchio festeja 100 anos de existência e tradição, fazendo valer seu slogan: “Por que um século de som não pode passar em silêncio”! Na atualidade a Casa Del Vecchio tem resistido com base sólida na tradição, após o mercado ser dominado por instrumentos importados.

    Na loja em São Paulo, localizada na Rua Aurora - 187, por décadas, mantendo à disposição instrumentos de níveis: estudantes, intermediários e profissionais.

    Hoje não são distribuidores, mas atendem sob pedido de encomenda. Alguns de seus instrumentos foram usados por nomes relevantes da música brasileira, como Paulinho Nogueira[1], Toninho Horta[2] e Garoto, dentre outros. Com este último, Del Vecchio foi responsável pelo desenvolvimento do violão tenor, uma variação do instrumento inspirada no banjo e afinada em "lá, ré, sol, dó"[3].

    Localizada no centro de São Paulo, ainda hoje a Casa Del Vecchio adota uma linha de produção artesanal, que inclui violões, violas, banjos e cavaquinhos[1].

    Referências

  •  

  • Rua NOEL ROSA

  •  

    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

    Noel Rosa

    Noel Rosa e seu violão

    Informação geral

    Nome completo

    Noel de Medeiros Rosa

    Nascimento

    11 de dezembro de 1910

    Origem

    Rio de Janeiro, RJ

    País

    Brasil

    Data de morte

    4 de maio de 1937 (26 anos)

    Gênero(s)

    Samba

    Afiliação(ões)

    Aracy de Almeida
    Francisco Alves
    Ismael Silva
    Vadico

    Noel de Medeiros Rosa (Rio de Janeiro, 11 de dezembro de 1910Rio de Janeiro, 4 de maio de 1937) foi um sambista, cantor, compositor, bandolinista, violonista brasileiro e um dos maiores e mais importantes artistas da música no Brasil.[1] Teve contribuição fundamental na legitimação do samba de morro e no "asfalto", ou seja, entre a classe média e o rádio, principal meio de comunicação em sua época - fato de grande importância, não só para o samba, mas para a história da música popular brasileira.[2][3]

    Índice

     

    3 Cinema

  • 4 Teatro

  • 5 Homenagens

  • 6 Canções

  • 7 Referências

  • 8 Ligações externas

 Biografia

Com Que Roupa
Gravação de 1930 pelo próprio Noel Rosa.

Problemas para escutar este arquivo? Veja introdução à mídia.
Mulata fuzarqueira
Gravação de 1931 por Noel Rosa e Bando de Tangarás.

Problemas para escutar este arquivo? Veja introdução à mídia.
Malandro medroso
Gravação de 1930 por Noel Rosa e Bando dos Tangarás.

Problemas para escutar este arquivo? Veja introdução à mídia.
Conversa de botequim
Gravação de 1935 por Noel Rosa.

Problemas para escutar este arquivo? Veja introdução à mídia.
Maria fumaça
Gravação de 1935 por Almirante.

Problemas para escutar este arquivo? Veja introdução à mídia.
João Ninguém
Gravação de 1935 por Noel Rosa.

Problemas para escutar este arquivo? Veja introdução à mídia.
Seu Jacinto
Marchinha gravada em 1933 por Noel Rosa e Ismael Silva.

Problemas para escutar este arquivo? Veja introdução à mídia.

Noel Rosa nasceu de um parto muito difícil, que incluiu o uso de fórceps pelo médico obstetra, como medida para salvar as vidas da mãe e bebê. Além disso, nasceu com hipoplasia(desenvolvimento limitado) da mandíbula (provável Síndrome de Pierre-Robin) o que lhe marcou as feições por toda a vida e destacou sua fisionomia bastante particular.

Criado no bairro carioca de Vila Isabel, primeiro filho do comerciante Manuel Garcia de Medeiros Rosa e da professora Martha de Medeiros Rosa, Noel era de família de classe média, tendo estudado no tradicional Colégio São Bento.

Adolescente, aprendeu a tocar bandolim de ouvido e tomou gosto pela música — e pela atenção que ela lhe proporcionava. Logo, passou ao violão e cedo tornou-se figura conhecida da boemia carioca. Entrou para a Faculdade de Medicina, mas logo o projeto de estudar mostrou-se pouco atraente diante da vida de artista, em meio ao samba e noitadas regadas à cerveja. Noel foi integrante de vários grupos musicais, entre eles o Bando de Tangarás, ao lado de João de Barro (o Braguinha), Almirante, Alvinho e Henrique Brito.

Em 1929, Noel arriscou as suas primeiras composições, Minha Viola e Festa no Céu, ambas gravadas por ele mesmo. Mas foi em 1930 que o sucesso chegou, com o lançamento de Com que roupa?, um samba bem-humorado que sobreviveu décadas e hoje é um clássico do cancioneiro brasileiro. Essa música ele se inspirou quando ia sair com os amigos, a mãe não deixou e escondeu suas roupas, ele, com pressa perguntou: "Com que roupa eu vou?" Noel revelou-se um talentoso cronista do cotidiano, com uma sequência de canções que primam pelo humor e pela veia crítica. Orestes Barbosa, exímio poeta da canção, seu parceiro em Positivismo, o considerava o "rei das letras". Noel também foi protagonista de uma curiosa polêmica (Noel Rosa X Wilson Batista) travada através de canções com seu rival Wilson Batista. Os dois compositores atacaram-se mutuamente em sambas agressivos e bem-humorados, que renderam bons frutos para a música brasileira, incluindo clássicos de Noel como Feitiço da Vila e Palpite Infeliz. Entre os intérpretes que passaram a cantar seus sambas, destacam-se Mário Reis, Francisco Alves e Aracy de Almeida.

Noel teve ao mesmo tempo várias namoradas e foi amante de muitas mulheres casadas. Casou-se em 1934 com uma moça da alta sociedade, Lindaura, mas era apaixonado mesmo por Ceci(Juraci Correia de Araújo), a prostituta do cabaré, sua amante de longa data. Era tão apaixonado por ela, que ele escreveu e fez sucesso com a música "Dama do Cabaré", inspirada em Ceci, que mesmo na vida fácil, era uma dama ao se vestir e ao se comportar com os homens, e o deixou totalmente enlouquecido pela sua beleza. Foram anos de caso com ela, eles se encontravam no cabaré a noite e passeavam juntos, bebiam, fumavam, andavam principalmente pelo bairro carioca da Lapa, onde se localizava o cabaré. Ele dava-lhe presentes, joias, perfumes e ela o compensava com noites inesquecíveis de amor.

Noel passou os anos seguintes travando uma batalha contra a tuberculose. A vida boêmia, porém, nunca deixou de ser um atrativo irresistível para o artista, que entre viagens para cidades mais altas em função do clima mais puro, sempre voltava para o samba, à bebida e o cigarro, nas noites cariocas, cercado de muitas mulheres, a maioria, suas amantes. Mudou-se com a esposa para Belo Horizonte, lá, Lindaura engravidou, mas sofreu um aborto, e não pôde mais ter filhos, por isso Noel não foi pai. Da capital mineira, escreveu ao seu médico, Dr. Graça Melo: “Já apresento melhoras/Pois levanto muito cedo/E deitar às nove horas/Para mim é um brinquedo/A injeção me tortura/E muito medo me mete/Mas minha temperatura/Não passa de trinta e sete/Creio que fiz muito mal/Em desprezar o cigarro/Pois não há material/Para o exame de escarro". Trabalhou na Rádio Mineira e entrou em contato com compositores amigos da noite, como Rômulo Pais, recaindo sempre na boêmia. De volta ao Rio, jurou estar curado, mas faleceu em sua casa no bairro de Vila Isabel no ano de 1937, aos 26 anos, em consequência da doença que o perseguia desde sempre. Deixou sua esposa viúva e desesperada. Lindaura, sua mulher, e Dona Martha, sua mãe, cuidaram de Noel até o fim. Encontra-se sepultado no Cemitério do Caju no Rio de Janeiro.

 Bibliografia

Dentre os livros a respeito do artista, duas obras são de grande importância para se estudar Noel Rosa:

Outros livros

 Cinema

 Filmes sobre Noel

Noel Rosa já foi retratado como personagem no cinema e na televisão, interpretado por Chico Buarque no filme O Mandarim (1995) e Rafael Raposo no filme Noel - Poeta da Vila (2006).

O primeiro longa-metragem sobre o compositor, Noel - Poeta da Vila, foi baseado na biografia de Máximo e Didier e dirigido por Ricardo van Steen. Teve sua estreia no Festival de Cinema do Rio de Janeiro em 2006 e na 30ª Mostra de Cinema de São Paulo. Entrou em circuito em agosto de 2007, ano que marcou os 70 anos da morte do poeta do samba.

Antes deste filme, outros filmes, de curta e média-metragem, foram realizados sobre Noel Rosa. O próprio Ricardo Van Steen, realizador de Noel, Poeta da Vila, dirigiu um curta-metragem, Com Que Roupa? (1997), com Cacá Carvalho no papel de Noel Rosa.

Rogério Sganzerla (1946-2004), um dos principais nomes do chamado Cinema Marginal, era fascinado pela vida e obra de Noel Rosa, e planejava fazer o seu próprio longa-metragem. O projeto acabou não vingando, mas durante esta espera, realizou dois documentários, um de curta-metragem, Noel Por Noel (1978), e um de média-metragem, Isto É Noel Rosa (1991).

Em O mandarim (1995) — uma representação experimental da vida do cantor Mário Reis — Júlio Bressane (outro representante do Cinema Marginal) chama Chico Buarque para interpretar Noel Rosa.

Em 1994, Alexandre Dias da Silva descobre um filme raríssimo — o curta-metragem Vamo Falá do Norte (1929), de Paulo Benedetti, com a única imagem filmada de Noel Rosa, junto com o Bando de Tangarás — e, com texto de José Roberto Torero e cenas de cinejornais e filmes de 1929, realiza o curta-metragem O Cantor de Samba.

No mesmo ano, Noel Rosa se torna personagem do curta-metragem de ficção Bar Babel, realizado no Paraná por Antônio Augusto Freitas.

Em 1998, Antonio Paiva Filho escreve e dirige, em vídeo, uma ficção inspirada no célebre samba de Noel Rosa Coração, presente mesmo no título: A Paixão Faz Dor no Crânio Mas Não Ataca o Coração.

E em 1999, André Sampaio realiza uma ficção experimental, Polêmica, a partir da famosa polêmica musical entre Noel Rosa e Wilson Batista.

 Trilhas musicais para o cinema

Antes de ser tema de filmes, a música de Noel Rosa esteve presente em um sem-número de filmes brasileiros.

Mesmo enquanto o Poeta da Vila ainda era vivo: na comédia musical Alô, Alô, Carnaval, de Adhemar Gonzaga (produção Cinédia — 1936), duas marchas de carnaval de Noel Rosa estavam em sua trilha sonora: Pierrot Apaixonado (parceria com Heitor dos Prazeres) e Não Resta a Menor Dúvida (parceria com Hervé Cordovil).

No mesmo ano, compôs seis músicas, em parceria com Vadico, para o filme Cidade-Mulher, de Humberto Mauro (produção Brasil-Vita): a música-título do filme (interpretada por Orlando Silva), Dama do Cabaré, Tarzan, O Filho do Alfaiate, Morena Sereia, Numa Noite À Beira-Mar e Na Bahia.

Outros filmes de destaque com músicas de Noel Rosa em sua trilha sonora foram os realizados por Carlos Alberto Prates Correia, outro grande admirador de sua música: em Perdida (1975), a gravação original de Quem Dá Mais? (1932), na voz do próprio Noel Rosa, serve de fundo para uma cena… digamos… didática, passada num bordel.

Em Cabaret Mineiro (1980) — grande premiado no Festival de Gramado de 1981 — Pra Esquecer — com Tavinho Moura e regional — e Nunca… Jamais! - com Tavinho Moura, Silvia Beraldo e regional — tem a mesma função de reforço da ironia em duas sequências do filme.

 Teatro

Sua vida foi objeto de um excelente drama de Plínio MarcosO Poeta da vila e seus amores — encenado no Teatro Popular do Sesi. Foram mais de dois anos ininterruptos em cartaz.

 Homenagens

Um garçom serve Noel Rosa; estátua localizada na entrada de Vila Isabel, Rio de Janeiro.
Ficheiro:Logo vila isabel.jpg
Logotipo do enredo de 2010 do GRES Unidos de Vila Isabel.

Em 2010, cem anos depois do seu nascimento, o GRES Unidos de Vila Isabel, escola de samba sediada na Zona Norte do Rio de Janeiro, no bairro de Vila Isabel, levou Noel Rosa como seu enredo do carnaval de 2010. Fez-se um desfile em sua homenagem, com o samba intitulado Noel: A Presença do "Poeta da Vila, de autoria do compositor Martinho da Vila

O desfile realizado pela Unidos de Vila Isabel se deu na segunda-feira de carnaval, dia 15 de Fevereiro de 2010. A escola foi a quinta escola a desfilar e o resultado oficial rendeu à escola a quarta colocação na ordem oficial de apuração dos pontos pela LIESA.

 Canções

Question book.svg
   
Commons
O Commons possui multimídias sobre Noel Rosa
Wikisource
O Wikisource contém fontes primárias relacionadas com este artigo: Noel Rosa

Foram 259 composições criadas por Noel:

Referências

  1. Noel Rosa - Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira
  2. Uma ponte que levou o samba do morro ao asfalto - Nana Vaz de Castro - Cliquemusic, 11 de novembro de 2000
  3. Grande compositor do samba carioca morreu aos 26 anos - Gilberto Gasparetto - UOL Educação

[editar] Ligações externas

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Noel Rosa